CBN - A rádio que toca notícia

CRIMES

MPF e PF fazem operação e prendem mais sete deputados estaduais no Rio

Outros três - Picciani, Melo e Albertassi - já estão presos desde 2017

08/11/18, 17:15

Coletiva de imprensa sobre a Operação Furna da Onça, na sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro.

E

m ação conjunta realizada hoje (8), o Ministério Público Federal no estado e a Polícia Federal ampliaram as investigações sobre a atuação de parlamentares fluminenses e prenderam mais sete deputados, além de funcionários lotados do Palácio Guanabara e no Departamento de Trânsito (Detran) do estado, que tem o atual presidente Leonardo Silva Jacob e seu antecessor Vinicius Faraj foragidos.

A Operação Furna da Onça é um desdobramento da Operação Cadeia Velha, que levou à prisão duas das principais lideranças políticas do estado: os ex-presidentes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Jorge Picciani e Paulo Melo, que tiveram novamente pedidos de prisão expedidos. Outro que foi preso na Operação Cadeia Velha e recebeu nova ordem de prisão foi o deputado Edson Albertassi.

A ação foi desencadeada para investigar a participação de deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada, principalmente no Detran/RJ.

Objetivo

A operação de hoje teve como objetivo o cumprimento de 22 mandados de prisão (19 temporárias e três preventivas, referentes aos réus da Cadeia Velha) e 47 de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) depois de decisão unânime de cinco desembargadores federais que compõem a 1ª Seção.

Os deputados são investigados por uso da Alerj a serviço de interesses da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que, em troca, pagava propina mensal (“mensalinho”) durante seu segundo mandato (2011-2014), que chegou a movimentar R$ 54,5 milhões.

Segundo as investigações do Ministério Público, a propina resultava do sobrepreço de contratos estaduais e federais. Além de Cabral, tinham função de comando na organização investigada, os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo, o primeiro em prisão domiciliar e o segundo atualmente recluso em Bangu em decorrência da Operação Cadeia Velha e que foram alvo de novos pedidos de prisão.

Propinolândia

O procurador-regional da República Carlos Aguiar foi enfático ao ressaltar que o esquema funcionava desde a administração do ex-governador Sérgio Cabral, que cumpre prisão no Complexo Penitenciário de Bangu. Segundo ele, “a Alerj se tornou uma verdadeira propinolândia”.

“Esse modelo de fisiologismo, de loteamento de cargos, vem da época do ex-governador, vigora até hoje e se replicou nessas eleições. É inegável que alguns dos que foram reeleitos para a nova legislatura se valeram desse esquema”, afirmou.

Segundo Aguiar, “o que se percebe é que existe dentro do Rio de Janeiro um grupo que se apossou da Alerj, e as investigações demonstraram que esses personagens lotearam o estado do Rio para viabilizar a execução dos seus interesses políticos.

Um dos alvos da operação foi o secretário estadual de governo, Affonso Monnerat, apontado como o elo entre a Alerj e o Palácio Guanabara. O esquema, voltado para a compra de votos na Alerj, chegou a movimentar R$ 54,5 milhões entre 2011 e 2014, que eram destinados ao pagamento de ‘mensalinhos’ a deputados que votassem de acordo com os interesses do governo.

Lista de presos

Entre os dez deputados envolvidos nas investigações e que tiveram suas prisões decretadas está André Correa (DEM), reeleito para mais um mandato, ex-secretário do Meio Ambiente e que atualmente pleiteia a presidência da Assembleia Legislativa do estado.

Consta ainda da decisão, os nomes dos deputados Marcos Abrahão (Avante), Marcelo Simão (PP), Luiz Martins (PDT) e Marcos Vinícius Neskau (PTB), todos reeleitos e presos nesta quinta-feira, além de Chiquinho da Mangueira (PSC), também reeleito e que teria recebido R$ 3 milhões, parte dos quais teria sido usado para patrocinar o desfile da escola de samba Mangueira, em 2014, da qual é presidente. Outro preso foi o deputado Coronel Jairo, que não foi reeleito.

Segundo nota divulgada pelo MPF, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) concordou com a argumentação de que as prisões e as buscas e apreensões se fizeram necessárias “para interromper condutas como a ocultação da origem ilícita dos valores pagos aos deputados estaduais”. Ainda segundo o texto, “outra justificativa dos mandados judiciais foi o alto poder e a capilaridade dos esquemas criminosos sob investigação, que envolvem a cúpula da Alerj com ramificações em vários órgãos estaduais”.

“As investigações contam uma história: a de como o ex-governador neutralizou, com propina e outras vantagens ilícitas, o controle que os deputados estaduais deveriam exercer sobre o Executivo, e, com isso, a organização criminosa se espalhou por vários órgãos e entidades do estado, provocando o sucateamento dos serviços prestados à população”, afirma o texto.

As investigações, que incluem relatos de colaboradores corroborados por provas independentes colhidas pelo MPF e pela PF, apontaram que o “mensalinho” e os “prêmios” eram pagos a deputados como contrapartida por votos em favor de projetos de lei de interesse da organização e por atuações contra o avanço de comissões parlamentares de inquérito (CPIs), entre outros serviços.

Detran

Também são alvos da operação, o secretário de Governo, Affonso Monnerat; o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob; e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB. Eles são investigados pela distribuição de outro tipo de vantagem ilícita: cargos públicos e vagas de trabalho em empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada, principalmente para o Detran.

Segundo o MPF, os deputados repartiam os postos do Detran de acordo com suas áreas de influência política, para indicarem os nomeados. Essas indicações viabilizavam a ingerência desses políticos sobre o Detran local, possibilitando desenvolverem seus próprios esquemas criminosos. Monnerat foi alvo de prisão por ter aparecido em conversas telefônicas e em planilhas encontradas na Operação Cadeia Velha como intermediador de indicações políticas de mão de obra terceirizada.

As interceptações telefônicas revelaram que, por meio das indicações, tanto os deputados como seus assessores intermediavam, por exemplo, o reagendamento de provas de pessoas sem pontuação mínima para obterem a habilitação, além da liberação, em vistorias, de veículos em mau estado ou com pendências. Também foi descoberto o uso, nas últimas eleições, dessa mão de obra para promoção pessoal dos políticos que concorriam à reeleição ou seus familiares candidatos.

A operação conjunta foi denominada Furna da Onça por se tratar do nome de uma sala com localização estratégica na Alerj usada por deputados para rápidas reuniões durante as sessões. Na Assembleia, há uma versão de que o nome Furna (toca) da Onça remete ao uso da sala para as discussões parlamentares mais influentes, nos instantes finais antes das votações em plenário.
 
Fonte: JL/Agência Brasil
TODAS AS NOTÍCIAS DO PORTAL
20/11/18, 15:09 | REFORMAS - Ministro de Bolsonaro vair criar Secretaria de Privatizações
20/11/18, 15:05 | PROGRAMA - Humanização dos profissionais é o diferencial do Mais Médicos
20/11/18, 15:00 | REFORMAS - Com Bolsonaro, privatização ameaça Caixa e Banco do Brasil
20/11/18, 14:36 | ARTE - Grafiteira faz mural de 500 m2 no Rio para homenagear mulheres negras
20/11/18, 14:34 | EDUCAÇÃO - Estados poderão decidir se darão aulas a distância no ensino médio
20/11/18, 14:30 | TRANSIÇÃO - Moro escolhe delegados da Lava Jato para PF e departamento do MJ
19/11/18, 21:27 | TRANSIÇÃO - Ministro, Moro deve levar ‘República de Curitiba’ para o governo Bolsonaro
19/11/18, 18:25 | TRANSIÇÃO - Petrobras pode ser privatizada em parte, diz Bolsonaro
19/11/18, 18:22 | SAÚDE PÚBLICA - Seleção para o Mais Médicos terá limitador de vagas por município
19/11/18, 18:19 | BENEFÍCIO - Entidades de classe defendem reajuste salarial do Judiciário
19/11/18, 14:34 | NOVO GOVERNO - Moro anuncia integrantes da Lava Jato na transição de governo
19/11/18, 14:30 | POLÍTICA - Bolsonaro recua e pede união de poderes: 'Não posso governar sozinho'
19/11/18, 12:53 | INTERNACIONAL - Chanceler diz que Bolsonaro não tem autoridade para questionar Cuba
19/11/18, 12:37 | INTERNACIONAL - Médicos cubanos fazem hospital no Uruguai ser referência nacional
19/11/18, 12:29 | POLÍTICA - Presidente do Supremo propõe “grande pacto” para tirar Brasil da crise
19/11/18, 12:13 | DESIGUALDADE - Bilionários pelo mundo ficam 20% mais ricos de 2017 para 2018
19/11/18, 12:09 | TRANSIÇÃO - Novo presidente da Petrobras já defendeu privatização 'urgente'
19/11/18, 12:04 | RELATÓRIO - 45 barragens sob ameaça de desabamento no Norte e Nordeste
19/11/18, 11:36 | TRANSIÇÃO - Bolsonaro retoma reuniões com autoridades em Brasília na 3ª feira
19/11/18, 11:33 | TRANSIÇÃO - Bolsonaro retoma reuniões com autoridades em Brasília na 3ª feira
19/11/18, 11:27 | ACIDENTE - Bebê de um mês morre após fralda enroscar em roda de moto no PI
19/11/18, 11:06 | CRIME - Acusado de matar esposa com 26 facadas vai a Júri no Piauí
19/11/18, 09:33 | INTERNACIONAL - Londres realiza passeata contra o fascismo e pela liberdade deLula
19/11/18, 09:28 | JUDICIÁRIO - TRF-4 publica no Diário Oficial da União exoneração de Sérgio Moro
19/11/18, 09:21 | SAÚDE - Cidade que deu 74% dos votos a Bolsonaro perde 75% dos médicos
19/11/18, 08:31 | POLÍTICA - Bolsonaro se reveza entre Rio, Brasília e São Paulo esta semana
19/11/18, 08:25 | POLÍTICA - Joice Hasselmann promete transformar seu mandato em um reality show
19/11/18, 08:22 | POLÊMICA - Prefeitos devem conversar com Temer sobre mudanças no Mais Médicos
18/11/18, 21:20 | BENEFÍCIOS - Pis/Pasep: Caixa e Banco do Brasil começam a pagar abono salarial a nascidos em novembro
18/11/18, 20:55 | PREVIDÊNCIA - Assessor de Bolsonaro sugeriu auxílio a idosos e pessoas com deficiência só a partir de 85 anos
« Anterior 1 - 30 | 31 - 60 | 61 - 90 | 91 - 120 | 121 - 150 | 151 - 180 | 181 - 210 | 211 - 240 | 241 - 270 | 271 - 300 Próximo »
JORNAL LUZILANDIA - O Futuro Começa Aqui
Copyright 2003 - Todos os direitos reservados
SITE FILIADO À LITIS CONSULT - REPRESENTAÇÕES COMERCIAIS
CNPJ nº 35.147.883/0001-41 / CCN Comunicação.com Nordeste
Jornalista Renato Araribóia de Britto Bacellar - Homenagem Especial
Luzilândia - Teresina - Piaui - Brasil
CEP:64049-600 - Rua Lemos Cunha, 1544 - Ininga- Teresina-PI
Telefones: (86) 8804.2526 - 8100.6100
jornalluzilandia@hotmail.com | jornalluzilandia@gmail.com
création de site